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quinta-feira, 2 de outubro de 2008

Percepção, sensibilidade e desfragmentação da realidade


Não acredito que haja destino ou um ente controlador de nossa realidade. Acredito que hajam fluxos que passam pela gente e cabe a nós interpretá-los e relacioná-los. Ontem, alguns destes fluxos passaram por mim e acredito que eles tenham algo em comum.

Mais uma vez estou tentando ler 'A paixão segundo GH', de Clarice. Mas este trecho que cito logo a baixo é para mim um problema, pois sempre me perco em pensamentos quando chego nele:


"Se eu me confirmar e me considerar verdadeira, estarei perdida porque não saberei onde engastar meu novo modo de ser - se eu for adiante nas minhas visões fragmentárias, o mundo inteiro terá que se transformar para eu caber nele.

Perdi alguma coisa que me era essencial, e que já não me é mais. Não me é necessária, assim como se eu tivesse perdido uma terceira perna que até então me impossibilitava de andar mas que fazia de mim um tripé estável. Essa terceira perna eu perdi. E voltei a ser uma pessoa que nunca fui. Voltei a ter o que nunca tive: apenas as duas pernas. Sei que somente com duas pernas é que posso caminhar. Mas a ausência inútil da terceira me faz falta e me assusta, era ela que fazia de mim uma coisa encontrável por mim mesma, e sem sequer precisar me procurar.
"

Encontrei, por acaso, no You tube, trechos de um filme que vi certa vez numa aula de filosofia (Ponto de Mutação). O trecho fala sobre uma crise da percepção:



Ainda nessa linha encontrei esse vídeo que nos mostra um pouco sobre diferentes potencialideades de percepção visual:



Há coisas conectantes em todos ele, não acham? Ainda adicionaria a isso tudo a risada maquiavélica da rainha da noite de Mozart, mas o post ficaria longo demais, a vida não cabe num só.

2 comentários:

mano maya kosha disse...

é como a vontade de sempre querer um lugar para ir, um lugares para morar, e outro, se esconder ao fugir, não se precisa de todos para viver, mas é tantos modos do mesmo, e sobre-viver, ha tantas outras coisas para conversar ...que seria injusto e quase imoral querer qualquer coisa aqui encerrar.

tamarafreire disse...

Faz sentido para alguém esse comentário acima? Achei loosho. amo comentários non-sense auto-referenciais. Seu blog tá cult, chique, avec elegance. Estou com uma inveja negríssima.