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quinta-feira, 25 de setembro de 2008

"Eu estou com medo"


Não que eu seja bisbilhoteiro. Estava eu no ônibus sentado ao lado de um senhor. Chegou um jovenzinho e começaram a conversar. Eu ouvindo a conversa me surpeendi ao saber que senhor ao meu lado era pastor e candidato a vereador. Até aí tudo bem. No meio do diálogo entre os dois eu pude entender o que tem sido feito nas igrejas para angariar votos. Os pastores, usando de sua autoridade religiosa, têm nomeado o que eles chamam de multiplicadores, que são pessoas que tem a função de conseguir um número x de votos para determinado candidato. "Temos que conseguir mais multiplicadeores, temos que multiplicar meus votos", disse o pastor, que parecia, pelas coisas que dizia, não ter a menor noção política e de pensamento democrático.

A união entre religião e política é algo que realmente me asusta e eu não vejo saída para que essa simbiose dê certo. O fato é que religião, em especial as judaíco-islâmica-cristãs, têm ideologias e crenças que geram o que chamam de verdade, ou ainda, do que chamam de CERTO. Tudo que não é certo tem que ser excluído, destruído. Não há democracia neste pensamento. O totalitarismo religioso se se embrenhar na política nacional (o que já vêm aos poucos acontecendo - PSC, PSDC, PTC) tende a oprimir as minorias e suas ações, além de desviar a máquina pública para vis serviços de questões religiosas (mentira minha?). Temos que lutar contra isso, mesmo quem é religioso, há de se ter conciência de que essa mistura, fé e política, pode ser bombástica.

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