Pesquisar este blog

segunda-feira, 29 de setembro de 2008

Ódio às marchinhas carnavalescas


O interessante de ir em festas com pessoas idosas é o fato deles se jogarem na pista. Muito mais do que estarem animados ou ser de uma geração mais 'festeira', acredito que esse comportamento seja mais um "veja-como-estou-velho-mas-ainda-tenho-mor-gás-broto-mais-que-os-jovenzinhos-aqui-presentes".

Na festa que eu fui (sexta), num determinado momento começou a tocar marchinhas. Me recusei a dançar e logo vieram esse tipo de afirmação: tão jovem, tão fraquinho. Quem me conhece sabe que isso é um grande absurdo. Na verdade, não dancei por um misto de timidez e sentimento político anti-marchinhas. Por que?! Leiam isso:

Uma coisa que não consigo entender é a militância que se faz contra a "axé music" ou as novas modalidades carnavalescas, usando como base a "defesa das marchinhas tradicionais". Alguém já parou para ouvir alguma dessas "preciosidades" de nossa história? Há de tudo: racismo, sexismo, falta de criatividade, nonsense infantil, entre outros elementos deploráveis. A marchinha do cabelo da mulata, por exemplo, é um verdadeiro Hino do Racismo. E ainda há quem reclame com Tiririca por conta disso... Qualquer música do axé - qualquer! - é mil vezes melhor que "A Cabeleira do Zezé". E mesmo o mais miserável pagodinho de meados dos anos 90 supera, em lirismo, a letra de "Mas que Calor". As marchinhas velhas eram uma bosta. Assim como são uma bosta as músicas de carnaval. Tire-as do contexto festivo e teremos em mãos musiquinhas da pior espécie. (do blog 'Gravatai Merengue')
Temos que parar de cultuar um tipo de música que, além da péssima qualidade, possui todo o preconceito de uma geração e que não acrescenta em nada culturalmente para esse país.

Nenhum comentário: