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segunda-feira, 11 de agosto de 2008

Why So Serious?!

O filme novo do Batman foi um grande choque para mim. Sim, é por aquele motivo que todos estão comentando: o curinga de Heath Ledger.

Na verdade, a genialidade de Ledger (a devoção a ele é aquilo que Machado de Assis já dizia no século XVIII: “Está morto: podemos elogiá-lo à vontade”), está no fato de que ele soube dar vida como ninguém a um magistral texto. Repararam nas falas do curinga? Ele expõe os terrores do mundo pós-moderno. O texto somado a atuação de Ledger humanizaram o curinga a tal ponto que nos põe assustadoramente a beira da verossimilhança. O curinga é um maníaco, bem ao estilo serial killer estadunidense. Ele faz uns estalos e uns movimentos atordoados, como se estivesse dopado de anfetaminas. O curinga tem um caráter terrorista, possuí uma ideologia transviada. É um devir, sem passado e sem perspectivas de futuro. Ele quer trazer o caos, pelo medo (tudo isso nos soa familiar, não?). O que quase me fez ter uma overdose acidental por medicamentos ao fim do filme foi perceber que no fundo, no fundo quem venceu foi o curinga com sua risada macabra, já que o final, em parte, feliz é inverossímil.


Agora compare os curingas Jack Nicholson com o de Heath Ledger (visões diferentes sobre o mesmo tema):



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