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sexta-feira, 29 de agosto de 2008

A história de uma brochada


A música do blog da vez é "Eclipse Oculto", do Caetano Veloso (no blog a interpretação do Cazuza). Certa vez, numa comunidade do orkut alguém fez uma piada dizendo que era a história de uma brochada. Achei engraçado a beça. Mas depois de muito tempo começo a cogitar a possibilidade. Acompanhem a letra e entendam-na como alguém que não conseguiu fazer "aquilo":

Nosso amor
Não deu certo
Gargalhadas e lágrimas
De perto
Fomos quase nada
Tipo de amor
Que não pode dar certo
Na luz da manhã
E desperdiçamos
Os blues do Djavan...

Demasiadas palavras
Fraco impulso de vida
Travada a mente na ideologia
E o corpo não agia
Como se o coração
Tivesse antes que optar
Entre o inseto e o inseticida...

Não me queixo
Eu não soube te amar
Mas não deixo
De querer conquistar
Uma coisa
Qualquer em você
O que será?

Como nunca se mostra
O outro lado da lua
Eu desejo viajar
Do outro lado da sua
Meu coração
Galinha de leão
Não quer mais
Amarrar frustação
O eclipse oculto
Na luz do verão...

Mas bem que nós
Fomos muito felizes
Só durante o prelúdio
Gargalhadas e lágrimas
Até irmos pro estúdio
Mas na hora da cama
Nada pintou direito
É minha cara falar
Não sou proveito
Sou pura fama....

(refrão)

Nada tem que dar certo
Nosso amor é bonito
Só não disse ao que veio
Atrasado e aflito
E paramos no meio
Sem saber os desejos
Aonde é que iam dar
E aquele projeto
Ainda estará no ar...

Não quero que você
Fique fera comigo
Quero ser seu amor
Quero ser seu amigo
Quero que tudo saia
Como som de Tim Maia
Sem grilos de mim
Sem desespero
Sem tédio, sem fim...

(refrão)


Conhecendo caetano (não que ele broche, que ele utiliza frases implicitas) e a época em que isso foi feita (free sexy, oh yes!), não sei não.

E olhem só esse vídeo amador raro que encontrei no you tube: CAETANO e CAZUZA cantando juntos e ao vivo no circo voador (1983). Os dois se jogando. Adoro quando o Cazuza fala "eu sei o que é":

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