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domingo, 4 de maio de 2008

Não aprisionem a arte!

Isso é uma pré-tese, uma reflexão inicial.

Nas paredes há quadros cheios de texturas, em especial abstrações, com formas poucos convencionais que combinam com as cores pastéis da sala e com os detalhes em vermelho dos outros objetos de decoração. Nas galerias e páginas de revistas há objetos e intervenções que ilustram teses e reflexões ideológicas, políticas e filosóficas.

A arte não deveria ter outra função que não ser. Não deveríamos dar função às obras artísticas, pois se têm outra função que não ser arte, são outra coisa. O quadro na sala de estar é objeto de decoração para combinar com o sofá e a ilustração é ilustração. E não arte.

Rever a função existencial da arte em nossos dias é algo que vai além do processo criativo do artista, mas especialmente ao encontro do observador/expectador que deve ao apreciar a arte esvaziar-se do pensamento funcional, ou seja, ao estar diante da obra não se perguntar “para que serve” ou “o que o autor quis dizer com isso”.

A flexibilização dos conceitos e a generalização acabou com a arte. E com a filosofia (pré-Deleuze). Arte não é artesanato nem ilustração.

Como eu disse no começo, é uma reflexão inicial: ainda não sei como fica o caso da arte conceitual. Ela tem seu valor, mas entra em conflito com algumas coisas ditas aqui. Pensarei um pouco mais sobre o assunto.

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