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sábado, 2 de fevereiro de 2008

Love today

...em nosso tempo, “tudo que é sólido se desfaz”. Até mesmo o sentir.

...em nosso encontro semanal de sessões cinematográficas dessa semana, eu revi, pela quarta ou quinta vez, com Tâmara, o filme Shortbus, de James Cameron Mitchell. Desta vez, dando atenção a outras coisas, percebi uma coisa interessante: A busca desesperada por sentimentos reais. Pra não contar o filme todo cito trechos:

- Diálogo entre a trava e a japonesa frígida: “Por que todos vem a Nova York?” “Porque o 11 de setembro foi a única coisa real que já lhes aconteceu.”

- A dominatrix fala que nunca teve um relacionamento humano real e precisa desesperadamente de ajuda.

- Ao ver uma sala cheia com dezenas de pessoas transando a trava diz: “É como nos anos 60, só que sem esperança”

- Cena do jovem gay James sendo beijado pelo voyer em que enquanto chora diz que não sente nada. Tudo pára sobre sua pele e não o penetra.

...na publicidade e no capitalismo imaterial acontece a “coisificação do homem” e “humanização das coisas”.

...se há um mal pós-moderno são essas auto-afirmações de pseudo-amor-próprio que toma a imaginário coletivo. Está nas músicas, nos orkut, na blogosfera em citações como “odeio você”, “ não preciso de você”, “a fila anda”, “caia fora”, “não ligo para o que você pensa”, “pega a senha” entre outros. No entanto, há uma paradoxal busca desesperada por ser amado e encontrar alguém que possivelmente não existe (por não ser humano, ser apenas imagens publicitárias!).

...como diz a trava do Shotbus: “Antes eu queria mudar o mundo, agora só quero deixar o recinto com dignidade”.

Um comentário:

fernanda disse...

amigo lindoo!sabe que admiro tudo que faz né?!ou pelo menos quase tudo!gostei muito do texto!assim como muitos outros que tem por aqui!beijos!

te amo!