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segunda-feira, 18 de fevereiro de 2008

E o recôncavo, o recôncavo, o recôncavo?! Meu medo!

Novos textos no Recôncavo Poético. Publico um aqui:

Em branco

Uma ausência me dá ódio

Uma ausência que nem sei

Falta um não-sei-o-quê em mim

Falta algo que está-e-não em mim

Como alguém que teve o olho vazado, tateio.

Como alguém que teve a mão cortada, abraço-me.

Enquanto gemo

Enquanto olho o céu sem estrelas

Escrevo para preencher espaços vagos

Escrevo no branco e em mim

Mas o vazio permanece

A ausência ainda está aqui.

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