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quinta-feira, 24 de janeiro de 2008

Do obscuro objeto do desejo

“De tudo que é negro e torto, do mangue, do cais do porto, ela já foi namorada” (Chico)

Já tentei explicar, mas ninguém entende. Estou lendo outro livro do Genet e vendo sua forma de desejar o outro. Ao lê-lo me sinto menos só, neste sentido, pois ele, de certo modo, me entende, apesar de ser muitíssimo mais radical que eu.

Amo e desejo pessoas que tenham algo de exótico. Aqui sempre surgem as piadinhas de mau gosto: “Pessoas feias, não é?!”. NÃO! Não, é! Não que pessoas que tenham aquela beleza padrão não me excitem, muito pelo contrário. Só as acho esteticamente... Chatas! Não há nada de interessante nelas. “Como é tal pessoa?”, alguém pergunta. E a resposta: “Normal...Ah, não tem nada demais, é bonita!”. Para me atrair a pessoa tem que ter alguma característica que grita, que salta. Ser desproporcionalmente alta, ter os olhos brancos de tão claros, uma boca estranhamente pequena, um sexo tal e etc... Ou ainda uma característica psicológica não-convencional como ciúme patológico, mania de organização, alto estima baixa, sadismo e etc... O desejo é algo muito subjetivo.

2 comentários:

katilaine disse...

Menino, você só citou características essencialmente negativas!

Meg disse...

Acontece...